UMA VIDA SEM PECADO?

Ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. Os seus discípulos perguntaram-lhe, então: ‘Rabi, quem foi que pecou para este homem ter nascido cego? Ele, ou os seus pais?’. Jesus respondeu: ‘Nem pecou ele, nem os seus pais, mas isto aconteceu para nele se manifestarem as obras de Deus’.” (João 9,1ss)

O que quer dizer o Senhor quando diz esta coisa estranha, que nem o cego nem os seus pais “pecaram”? Será que nem todos “pecam”, pelo menos de vez em quando? Eram estas três pessoas, o cego e os seus pais, os únicos três na história da humanidade que nunca, jamais “pecaram”?

Aqui Jesus usa a palavra “pecado” (“amartia” em grego, que significa “errar o alvo”; ou “errar o objetivo”, que é a salvação) no sentido lato, o qual era o objetivo global deles na vida. Estas pessoas, aparentemente, esforçaram-se por fazer o bem; o seu foco estava no lugar certo, em Deus.

Hoje quero levar uma vida centrada em Deus, como os meus pais fizeram. E vou focar-me n’Ele, apesar dos altos e baixos de tudo o que este dia possa trazer, e apesar da “cegueira” das minhas ilusões e deficiências humanas. Para que Jesus, se Ele olhar para mim, sentado aqui na minha cegueira, possa dizer: “Ele nasceu cego para nele se manifestarem as obras de Deus”.

Versão brasileira: João Antunes

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