“Escuta, SENHOR, a minha oração; pela Tua fidelidade, atende as minhas súplicas; responde-me, pela Tua justiça. Não chames a contas o Teu servo, pois ninguém é justo na Tua presença.” (Salmo 142/143,1s)
O “temor do Senhor”, ou seja, o medo do Seu julgamento, é uma coisa libertadora. Isto é verdade por duas razões: 1. Deus, como fonte da justiça e da verdade, é o único juiz perfeito. Como distinto dos seres humanos, Ele não abraça preconceitos, nem forma opiniões triviais ou guarda rancores mesquinhos; e 2. A Sua justiça não é “justa”. Ele pode ser bastante irracional, concedendo misericórdia, incondicionalmente, ao coração arrependido.
O medo do julgamento é um dom, inerente a um ser humano normal desde muito jovem. Mas uma utilização adequada deste dom, penso eu, é algo que desenvolvemos e discernimos ao longo do curso da nossa luta espiritual. Muito cedo na vida, as crianças começam a preocupar-se com o que as outras crianças pensam delas, e muitas vezes durante sua adolescência tornam-se inteiramente dependentes da opinião de seus pares.
Posso igualmente orientar mal este dom, concentrando-me principalmente na opinião humana sobre mim. Mas quando coloco o meu foco no julgamento de Deus, e não nos ventos sempre em mudança da opinião humana, liberto-me do medo desnecessário sobre aquilo que todos os outros pensam. É por isso que o “temor do Senhor” é um dom, em última análise ensinando-me a humilde autoaceitação. Ele revela-me o fato libertador de que “ninguém é justo” na presença de Deus.
Versão brasileira: João Antunes
© 2016, Ir. Vassa Larin
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