UM BOM OUVINTE

Eu não posso de mim mesmo (ἀπ᾽ἐμαυτοῦ) fazer coisa alguma; assim como ouço (καθὼς ἀκούω), julgo; o meu juízo é justo (δικαία), porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” (João 5,30)

“Ouço” (ἀκούω), diz o Senhor. No entanto, Ele não ouve apenas. Ele ouve, como ninguém mais. Em Sua profunda qualidade divina de escutar verdadeiramente, Ele é perfeitamente “obediente” (ὑπήκοος, do verbo “ὑπ-ακούω”, significando “escutar, dar ouvidos”) até a morte de Cruz (Filipenses 2,8). E é isso que faz o juízo de Cristo justo.

Assim o Deus-Homem revela essas dinâmicas inspiradoras do “juízo divino” (κρίσις, literalmente, “crise”), Ele também está me ensinando algo vital sobre nossos processos humanos de “juízo”, discernimento e tomada de decisão: especificamente, que eu deveria fazer isso não “por mim mesmo”, só pela minha cabeça, mas na abertura do “ouvir” o que Deus tem a dizer sobre isso, muitas vezes através de outras pessoas. “Assim como ouço, julgo”. Porque “não posso de mim mesmo fazer coisa alguma”. Senhor, ajuda-me a ouvir um pouco mais hoje, para que meus juízos possam ser justos, em Ti.

Versão brasileira: João Antunes

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