
“Nada façais por ambição, nem por vaidade; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós próprios, não tendo cada um em mira os próprios interesses, mas todos e cada um exatamente os interesses dos outros.” (Filipenses 2,3s)
Li estas palavras esta manhã e imediatamente pensei, “Ai!”. Porque o apóstolo está falando para uma comunidade-Igreja, dentro da qual havia, aparentemente, uma tendência de apenas “ter cada um em mira os próprios interesses”. Esta admoestação me encara hoje, como parte da Sagrada Escritura, falando mais especificamente sobre meu comportamento dentro do contexto da Igreja.
Então vou rever minha atitude geral para com “os outros” na igreja. Pergunto-me o que “eu” posso “conseguir [em proveito próprio] da” participação na igreja, ou me pergunto o que posso oferecer? E sou recordado do aspecto “sacrificial” da Eucaristia (de “sacer-” e “facio”, “tornar santo”) que envolve não só a doação de Deus, mas a entrega de nós mesmos, para os outros e para Ele, que Ele pode, em Seu transformar, “restituir” a nós mesmos, transfigurados e santos.
Hoje não vou ser um “consumidor” eclesial, mas um doador dentro da harmonia do Corpo de Cristo. “Amemo-nos uns aos outros para que confessemos em unidade de espírito: O Pai e o Filho e o Espírito Santo, Trindade consubstancial e indivisível” (Divina Liturgia de São João Crisóstomo).
Versão brasileira: João Antunes
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