SUA PALAVRA FINAL

Estava doente um homem chamado Lázaro, de Betânia, terra de Maria e de Marta, sua irmã. […] Então, as irmãs enviaram a Jesus este recado: ‘Senhor, aquele que amas está doente’. Ouvindo isto, Jesus disse: ‘Esta doença não é de morte, mas sim para a glória de Deus, manifestando-se por ela a glória do Filho de Deus’. Jesus era muito amigo de Marta, da sua irmã e de Lázaro. Mas, quando recebeu a notícia de que este estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde se encontrava.” (João 11,1.3-6)

Jesus “amava” Lázaro e suas duas irmãs, estas pessoas simples que não foram enaltecidas por qualquer virtude especial nos Evangelhos. Assim como Ele ama a todos nós, por quem Ele morreu na Cruz “quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5,8). Mas quando nosso Senhor ouviu sobre a enfermidade fatal de Lázaro, que era tão terrível que Marta e Maria mandaram-Lhe dizer, Ele “ainda se demorou dois dias no lugar onde se encontrava”, sem apressar-Se para Betânia a fim de curar o Seu amigo. O Filho de Deus sabia que Lázaro iria morrer desta enfermidade, mas que sua enfermidade, no entanto, não era “de morte”. Porque a morte não teria “a palavra final” sobre Lázaro. A “palavra final” seria da Palavra vivificadora de Deus, Jesus Cristo, Que iria levantar Seu amado amigo da morte vários dias mais tarde, dizendo: “Lázaro, vem cá para fora!” (João 11,43).

No amor de Cristo, nem mesmo a morte tem “a palavra final” sobre todos nós. Porque Cristo adotou-nos a todos nós, com Suas mãos estendidas em Sua própria “enfermidade” na Cruz. Mas o sofrimento de Cristo era “de morte”, assim como de Lázaro não era, apesar de tanto Cristo quanto Lázaro terem verdadeiramente morrido uma morte física. E assim são nossas enfermidades e sofrimentos, “não é de morte”, quando adotamos Sua palavra, no amor. Mesmo “quando ainda somos pecadores”, em nossas imperfeições.

Então vou olhar a morte hoje e reconhecer que ela já não tem “a palavra final” na minha vida. Ela foi vencida pelo amor e a amizade de meu Senhor Jesus Cristo, Que concede-me Sua palavra vivificadora, tornando-me capaz da Ressurreição para a Vida.

Ó Senhor, Sua palavra seja a minha “palavra final” hoje, que minha “enfermidade” não seja de morte, mesmo em minhas imperfeições. Amén!

Versão brasileira: João Antunes

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