A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO

“Jesus, suspirando de novo intimamente, foi até ao túmulo. Era uma gruta fechada com uma pedra. Disse Jesus: ‘Tirai a pedra’. Marta, a irmã do defunto, disse-lhe: ‘Senhor, já cheira mal, pois já é o quarto dia’. Jesus replicou-lhe: ‘Eu não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?’. Quando tiraram a pedra, Jesus, erguendo os olhos ao céu, disse: ‘Pai, dou-te graças por me teres atendido. Eu já sabia que sempre me atendes, mas Eu disse isto por causa da gente que me rodeia, para que venham a crer que Tu me enviaste’. Dito isto, bradou com voz forte: ‘Lázaro, vem cá para fora!’. O que estava morto saiu de mãos e pés atados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Jesus disse-lhes: ‘Desligai-o [Desatai-o] e deixai-o andar’.” (João 11,38-44)

A ressurreição de Lázaro é semelhante, em alguns aspectos, à ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Houve “uma gruta fechada com uma pedra”, e um “que estava morto saiu…”.

Mas a ressurreição de Lázaro foi também bastante diferente da de nosso Senhor, à qual aconteceu em silêncio. Diferentemente do Senhor, Lázaro recebeu nova vida através da Palavra de Deus dita: nosso Senhor disse, “Tirai a pedra” e orou ao Pai. E, finalmente, clamou em alta voz: “Lázaro, vem cá para fora!”.

Mas nenhuma dessas palavras precisou ser dita, no caso da Ressurreição gloriosa da Palavra de Deus eterna, nosso Senhor Jesus Cristo. Porque no caso do Homem-Deus, a Fonte da Vida esteve, de fato, morta numa “gruta” selada com “uma pedra”, – mas “não era possível que ficasse sob o domínio da morte” (cf. Atos 2,24). Sua divina essência, como Doador da Vida e Vencedor da Morte, supera a morte – em silêncio. Sua própria essência divina “fala” por Ele, vencendo a morte.

Então vou depender, um pouco mais hoje, da palavra de Cristo todo-poderosa e doadora de vida, quando entramos nesta Semana Santa de Sua Paixão e Ressurreição. Ele pode e realmente “tira a pedra” do meu coração, independentemente do longo “mal cheiro” ou dos outros obstáculos que acumulei na minha Quaresma assim-não-tão-perfeita. Ó Senhor, “desatai-me e deixai-me andar”, em direção à Semana Santa e da Páscoa. Amén!

Versão brasileira: João Antunes

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