
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes Eu quis juntar os teus filhos, como a galinha junta a sua ninhada debaixo das asas, e não quiseste! Agora, ficará deserta a vossa casa.” (Lucas 13,34-35a)
A leitura do Evangelho de hoje me deixa maravilhado nesta manhã (embora eu a conheça de cor e salteado), por conta da imagem feminina que Nosso Senhor emprega para descrever a Si mesmo e para revelar o propósito de Seu ministério salvífico para nós, ao longo da história. Ele quis nos juntar como uma mãe, “como a galinha junta a sua ninhada debaixo das asas”. Mas, repetidas vezes, ao longo da história, muitos de nós não quiseram ser acolhidos “debaixo” das asas de Alguém maior do que nós, de modo que nossa “casa” foi deixada em auto-isolamento ou “deserta”.
Será que Deus ainda quer nos juntar sob Suas asas “maternais”? Claro que sim! Sua vontade para conosco não muda. Como posso permitir que Ele faça isso hoje, para que minha “casa” não fique deserta? Posso fazer uma breve pausa e me fazer presente a Ele, por meio de uma sincera oração e pela meditação de Sua palavra. Posso conciliar meus pensamentos, da melhor forma possível, para me focar n’Ele, e deixar que Sua graça de “acolhimento” complete o que falta. Venha a nós o Teu reino, seja feita a Tua vontade comigo e com todos nós hoje, Senhor, e graças Te dou por esta manhã de sexta-feira.
Versão brasileira: João Antunes
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