“E tu, Belém, casa de Efratá, pequeniníssima és para estares no meio dos milhares de Judá. De ti sairá (ἐξελεύσεται) para Mim, alguém para ser regente em Israel; e as saídas dele (seu/s êxodo/s, αἱ ἔξοδοι αὐτοῦ) vêm desde o início (ἀπ᾽ἀρχῆς), dos dias de antanho. Por isso, estregá-las-á até o tempo de a parturiente dar à luz; e os remanescentes dos irmãos deles regressarão para os filhos de Israel.” (Miqueias 5,1s – Septuaginta)
Conforme aqueles de nós que seguem o Calendário Juliano Tradicional começam o segundo dia da Pré-Festa do Natal, e aqueles que seguem o Calendário Juliano Revisado — a Pré-Festa da Teofania, estou vendo esta bem conhecida profecia sobre o nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo em Belém. Me choca esta manhã que seja chamada não uma “entrada” para o nosso mundo, mas sim uma “saída” para a missão de Seu Pai. De fato, nosso Deus não é Aquele que Se autoisola, mas Que “sai” e Se oferece, uma e outra vez, compartilhando Seu Ser conosco e com a restante criação “desde o início”, de diferentes maneiras. E Seu Filho unigênito “sai” em um mundo não-exatamente acolhedor, ou mesmo seguro, para Ele e Sua “família” humana. O “êxodo” de Cristo do ventre do Theotokos é logo seguido pelo “êxodo” de toda a família para o Egito, — e assim Sua vida terrena continuará, exposta a todos os tipos de inseguranças e morte, — até Seu “êxodo” do Túmulo depois de pisar a morte.
Conforme o Filho unigênito de Deus “sai” para compartilhar nossas vulnerabilidades, (tanto em Belém quanto no Rio Jordão), que eu também “saia” do meu pequeno eu, e entre em comunhão com Ele. Esta manhã posso juntar-me à Igreja, e deixar que a graça de Deus seja produtiva em meu dia, independente de suas inseguranças e vulnerabilidades. “O Senhor é Deus, e nos apareceu! Bendito O que vem em nome do Senhor!”.
Versão brasileira: João Antunes
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