BRILHA, BRILHA, NOVA JERUSALÉM!

Davi, o antepassado de nosso Divino Deus, dançava com todas as suas forças diante da Arca do Senhor (πρὸ τῆς ‘σκιώδους’ κιβωτοῦ / пред ‘сенным’ ковчегом); e nós, povo abençoado de Deus, vendo a execução dos protótipos, nos alegremos divinamente, pois Cristo ressuscitou, como Onipotente!” (Cânon Pascal, Ode 4)

A Arca da Aliança foi uma arca de madeira coberta de ouro, contendo uma urna com maná (o pão celestial), as duas tábuas de pedra com os dez mandamentos e a vara de Aarão (Hebreus 9,4). À luz da revelação do Novo Testamento, nós tradicionalmente “vemos” a Arca como um prenúncio de dois mistérios: 1. A Theotokos (porque ela carregou em seu ventre o “pão celestial” e o Cumprimento da Lei, Jesus Cristo), e 2. A Igreja, ou seja, todos nós (pelas mesmas razões). O rei Davi “pulava e dançava” diante da Arca, quando ele a trouxe a Sião na Cidade de Davi, em Jerusalém (também um símbolo da Igreja), onde a partir de agora passou a ser mantida (1 Crônicas 15,29). Note que a esposa de Davi, Mical, “desprezou Davi no seu coração” por causa de seu comportamento politicamente incorreto ou “nada majestoso” nesta ocasião (1 Crônicas 15,29).

Como o “pular e dançar” de Davi se relaciona com nossa celebração da ressurreição de Cristo? Estamos “nos alegrando divinamente” conforme o Senhor, nosso “pão celestial”, entra (novamente) em nossa “cidade” em Sua ressurreição. Ele está a partir de agora em nosso meio, trazendo-nos Nova Vida e Nova Luz em Sua Presença de Auto-oferecimento. Então, abandonamos o politicamente correto e celebramos, como crianças, pulando e dançando. “Brilha, brilha, ó nova Jerusalém; pois a Glória do Senhor brilhou sobre ti; festeja e alegra-te agora, ó Sião. E tu, ó toda pura, Mãe de Deus, alegra-te pela Ressurreição d’Ele, a Quem destes a Luz!” (Cânon Pascal, Ode 9). Cristo ressuscitou, meus amigos!

Versão brasileira: João Antunes

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