SIMPLESMENTE DAR

O Rei dirá, então, aos da sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo’.” (Mateus 25,34ss)

Um colega meu disse-me recentemente como era difícil para ele visitar um amigo dele, cuja perna tinha acabado de ser amputada. O meu colega finalmente visitou o amigo dele, mas mostrou-se relutante em fazê-lo, porque “não sabia o que dizer”.

Posso identificar-me com esta relutância em visitar alguém e mostrar compaixão, simplesmente porque sei que o farei de forma imperfeita. É um tipo de medo egoísta, concentrando-se muito em mim e no meu “desempenho”. No entanto, o Senhor recorda-me hoje na passagem acima para ir em frente e fazer estas coisas simples: Alimentar alguém com fome, dar “algo” para beber a quem tem sede, acolher, vestir, cuidar, visitar. Ele não especifica como ou quando, mas chama-me para o fazer, da forma que eu vejo possível, e quando sou informado de alguém faminto, sedento, solitário, doente, encarcerado, e assim por diante. Algumas pessoas, como os pais, são constantemente chamadas a fazer estas coisas pelos seus próprios filhos, enquanto outras, como funcionários públicos, são chamadas a fazê-lo em maior escala. Na minha própria posição poderia pelo menos oferecer uma palavra de encorajamento a um colega em dificuldades no escritório, ou sorrir para o caixa rabugento no supermercado, ou dar a um mendigo na rua, ou telefonar para um parente idoso.

Hoje peço humildemente a Deus que me alivie da preocupação com o eu, e eu dê livremente do que tenho para dar, em Sua graça, e Sua luz e leveza.

Versão brasileira: João Antunes

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