“De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: ‘É um fantasma!’. E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: ‘Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!’. Pedro respondeu-lhe: ‘Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas’. ‘Vem’ — disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: ‘Salva-me, Senhor!’. Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: ‘Homem de pouca fé, porque duvidaste?’.” (Mateus 14,25-31)
Pedro é capaz de caminhar até Cristo, sobre águas tumultuosas, enquanto os seus olhos estão sobre Cristo. Mas quando a atenção de Pedro se volta para a tempestade e ele nota “a violência do vento”, ele é naturalmente dominado pelo medo e começa a afundar-se. Neste momento, ele grita: “Salva-me, Senhor!” — e o Senhor “imediatamente” segura-o.
Deus não promete impedir que “ventos violentos” aconteçam na minha vida. Todo o tipo de provações e tribulações podem acontecer, como uma doença inesperada, a perda de um emprego ou alguma outra forma de rejeição, a perda de um ente querido, ou mesmo calamidades como uma guerra, um furacão, um terremoto, e assim por diante. Também pode haver “tempestades” interiores como desejos e ambições nada saudáveis ou conflituosos.
Deus diz-me, contudo, para não ter medo, e para me concentrar n’Ele em meio a uma tempestade, porque Ele está perto e pronto para oferecer uma mão amiga. Portanto, quer eu esteja hoje caminhando ou afundando em qualquer “tempestade”, que eu troque o medo pela fé. Discernindo Cristo em meio a ela, dizendo-me: “Sou Eu! Não temais”.
Versão brasileira: João Antunes
© 2016, Ir. Vassa Larin
Reflexões com café na manhã: 365 devoções diárias para pessoas ocupadas
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